
Com perspectivas de declínio da Selic e aumento da liquidez, o mercado brasileiro de fusões e aquisições está se preparando para uma retomada seletiva no início de 2026, conforme análise realizada pela Zaxo M&A Partners. Segundo Jefferson Nesello, sócio-diretor da consultoria, a atração de capital precisa estar acompanhada de rigorosos padrões de governança, compliance, previsibilidade financeira e integração. Esses fatores, conforme observado, adquiriram a mesma importância que o EBITDA e as projeções de crescimento nos processos de aquisição e fusão.
A análise elaborada pela Zaxo M&A Partners identifica cinco tendências principais que devem moldar o cenário de fusões e aquisições ao longo do ano:
O capital estrangeiro, que havia se afastado nos últimos anos, está começando a retornar com a adoção de padrões globais mais rigorosos. Esse movimento é um indicativo de confiança no mercado brasileiro.
O middle market, que abrange empresas de médio porte, está se tornando cada vez mais relevante nas transações de M&A. Esses negócios são frequentemente vistos como oportunidades de crescimento e inovação no mercado.
Dentre os setores que devem atrair mais transações, destacam-se tecnologia, saúde, energia e agronegócio. Estes segmentos estão mostrando um potencial significativo para crescimento, atraindo, assim, investidores.
A necessidade de uma due diligence mais detalhada se torna uma tendência crescente, permitindo que os investidores realizem avaliações mais minuciosas das empresas antes de efetivar transações. Isso ajuda a mitigar riscos associados a fusões e aquisições.
Outro fator crítico que se destaca é a ênfase na integração pós-aquisição como elemento chave para a criação de valor. As empresas agora reconhecem que a maneira como os ativos são integrados pode impactar diretamente o sucesso da transação.
“Liquidez é um fator que pode destravar transações, mas, para que as empresas se beneficiem desse ambiente, é fundamental que estejam devidamente preparadas para capturar o valor. A governança deixará de ser apenas um diferencial e passará a ser vista como um pré-requisito essencial para o sucesso em fusões e aquisições”, conclui Nesello.